domingo, 21 de fevereiro de 2010

Almas gêmeas segundo o espiritismo.


Almas gêmeas, conforme o entendimento vulgar, não existem. O que existem são Espíritos com profundos laços de afinidade, que muitas vezes se encontram na vida enquanto encarnados. Podemos dizer, sim, que existem almas com grande afeição mútua. Somos individualidades, e, como tal, não há espíritos que se complementem uns aos outros, como se por si só não fossem inteiros, um!

A idéia de almas gêmeas vem do fato que muitos atribuem tal termo a espíritos afins, e que caminham juntos, mas sem a idéia de que tal caminhada não seria possível sem a presença do outro. Esta união baseia-se no amor, não necessariamente entre homem e mulher, mas entre seres que partilham deste sentimento das mais diversas formas possíveis.

A seguir, transcrevemos as questões de O Livro dos Espíritos, de Alan Kardec, que nos orientam de modo seguro para o entendimento do assunto:

291. Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

"Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões".

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

"Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio".

298. As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia reunirá?

"Não; não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade".

299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?

"A expressão é inexata. Se um Espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos".

300. Se dois Espíritos perfeitamente simpáticos se reunirem, estarão unidos para todo o sempre, ou poderão separar-se e unir-se a outros Espíritos?

"Todos os Espíritos estão reciprocamente unidos. Falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, desde que um Espírito se eleva, já não simpatiza, como dantes, com os que lhe ficaram abaixo".

301. Dois Espíritos simpáticos são complemento um do outro, ou a simpatia entre eles existente é resultado de identidade perfeita?

"A simpatia que atrai um Espírito para outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos. Se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade".

302. A identidade necessária à existência da simpatia perfeita apenas consiste na analogia dos pensamentos e sentimentos, ou também na uniformidade dos conhecimentos adquiridos?

"Na igualdade dos graus da elevação".

303. Podem tornar-se de futuro simpáticos, Espíritos que presentemente não o são?

"Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário".
a) - Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam "Certamente, se um deles for preguiçoso".

Nota (de Kardec) - "A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram (no sentido de metades eternas - grifo nosso). Necessariamente, limitado sendo o campo de suas idéias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham, fatalmente, que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo".



Simpatia e antipatia terrenas

386. Podem dos seres, que se conheceram e estimaram, encontrar-se noutra existência corporal e reconhecer-se?

"Reconhecer-se, não. Podem, porém, sentir-se atraídos um para o outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Um do outro dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão".



a) - Não lhes seria agradável reconhecerem-se?



"Nem sempre. A recordação das passadas existências teria inconvenientes maiores do que imaginais. Depois de mortos, reconhecer-se-ão e saberão que tempo passaram juntos".

http://www.irc-espiritismo.org.br/
Aproveite e leia: DNA, Mônadas e Almas Gêmeas...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Helena de Tróia


Na mitologia grega, Helena (em grego, Ἑλένη – Helénē) era filha de Zeus e de Leda, irmã gêmea da rainha Clitemnestra de Micenas, irmã de Castor e de Pólux e esposa do rei Menelau de Esparta.
Quando tinha onze anos foi raptada pelo herói Teseu. Porém seus irmãos Castor e Pólux a levaram de volta a Esparta. Possuía a reputação de mulher mais bela do mundo. Helena tinha diversos pretendentes, que incluíam muitos dos maiores heróis da Grécia, e o seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor de um deles temendo enfurecer os outros.
Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e o marido que ela escolhesse, qualquer que fosse. Helena então se casou com Menelau, que se tornou rei de Esparta.
Helena foge para Tróia com Paris Alexandre, príncipe de Tróia, que com ajuda de Afrodite encanta Helena. Como Paris havia optado por Afrodite como a Deusa mais bela do Olimpo, em uma disputa entre, Afrodite, Artemis e Atena, onde ele Paris, foi o juiz. Afrodite promete a Paris a mulher mais linda do mundo e este contempla a imagem de Helena.
Assim se inicia a guerra de Tróia, por causa de uma mulher e sua beleza que despertava o desejo de todos os homens, é claro que haviam interesses economicos envolvidos, como em toda guerra, mas a idéia da beleza feminina como estato de poder que torna esta história interessante.
Na verdade os homens não eram apaixonados por Helena ou tinham por ela um amor avassalador, mas a beleza de Helena, enquanto objeto sexual masculino, trazia a quem fosse seu marido um grande estato de masculinidade.
Seu marido Menelau mesmo exibia seu corpo nu pra outros reis como forma de demonstração de poder. Reis de varias localidades vinham ver a mulher mais bonita do mundo nua, o mesmo fazia o Rei Arthur.


Bem, vendo a história de Helena, me pergunto sobre a figura feminina. Será mesmo a mulher independente e feliz? A mulher lutou muito, é verdade, muita coisa mudou e ela ganhou um novo espaço em nossa sociedade.
Mas ainda vejo mulheres se submetendo ao poder masculino, como se suas vidas não se sustentassem sozinhas, mulheres se entristecem com a perda ou a falta da figura masculina, se apagando e se sublimando. Será que estas não vêem que, primeiro deve-se amar a si mesma.
É claro que não vou generalizar, existem mulheres auto suficientes, que se amam e não precisam de uma figura masculina a seu lado. Eu também não estou falando contra o amor, mas é preciso entender que para fazer a ESCOLHA CERTA no amor, é preciso antes de mais nada se amar, pois só assim você busca quem te ama.
Penso com pena, nas mulheres que são símbolos do desejo sexual e se expõem como tal, ou ainda aquelas que ainda afirmam que são superiores, ou seja, dizem: Eu tô pegando, mas que na verdade em ambos os casos, estas estão sendo usadas sexualmente como meros objetos.